⏳ Acordar – Entre o Frio e a Cabeça Pesada
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Mais um dia começou… e, como sempre, a luta pra sair da cama.
Aquele momento entre abrir os olhos e realmente levantar é um mundo à parte. Um turbilhão de pensamentos passa pela cabeça, mas se não anotar na hora, eles somem... igual aos sonhos ruins da noite passada.
E o frio? Não ajuda em nada. O corpo se encolhe no quentinho da cama, e qualquer tentativa de jogar a coberta fora vira um choque térmico.
O mundo podia acabar ali que talvez nem fizesse diferença. Mas, no fim, não tem escolha... o dia precisa começar.
☕ O Ritual Matinal – Café, Louça e Reflexões Sobre o Tempo
Acordei até que bem, mesmo com o cansaço de ontem.
O banho quente ajudou a despertar, e enquanto a água do café fervia, fiquei olhando o dia lá fora.
Sábado tem um cheiro diferente. O ar parece mais limpo, o trânsito soa diferente, as pessoas andam de um jeito mais leve, mais despreocupado.
O tempo tá excelente. Céu azul, sol brilhando forte. Não sei se tá frio ou ventando lá fora, mas dá pra ver que hoje é um daqueles dias claros e agradáveis.
Enquanto isso, na cozinha… a pia cheia de louça. Mesmo depois de comer só um bentô de curry apimentado na noite passada, ainda sobrou bagunça. A ideia era só fazer um café e sair… mas não tem jeito: antes de sair, tem que colocar tudo em ordem.
⏰ O Relógio vs. O Corpo – Quem Ganha Essa Briga?
Planejei sair mais cedo hoje. Durante a semana, percebi que sair cedo não faz tanta diferença… as corridas demoram a aparecer.
Mas tô com a pulga atrás da orelha: acho que o sistema cria uma rotina pra cada entregador. Se o app percebe que você sempre trabalha num certo horário, ele te encaixa nesse padrão. E pra mudar isso, talvez seja preciso manter uma nova rotina por algumas semanas.
Então, vou testar. Essa semana inteira, vou sair antes das 10h. Ver se consigo rodar mais cedo e voltar mais cedo pra casa.
Mas aí entra o problema: o relógio e o corpo nem sempre se entendem. O relógio diz uma coisa… o corpo segue outro ritmo.
A gente tenta seguir o horário no pulso, mas no fim, é o corpo que decide. Se não prestar atenção, ele te enrola até você sair no horário de sempre.
A real é que a gente quer controlar o tempo… mas, no fim, é o tempo que controla a gente.
📌 Reflexão Sobre Ontem – O Entregador Sempre Leva a Pior
Fiquei pensando bastante na cliente bêbada de ontem. Bêbado não tem lógica. Pode estar rindo agora e, cinco minutos depois, tá gritando.
E o pior: se der ruim, quem se ferra é sempre o entregador.
Se o cliente inventa uma história ou age de forma agressiva, a gente não tem respaldo nenhum.
A plataforma se isenta. A loja finge que não é com ela. E se o cliente reclamar de qualquer coisa… adivinha quem paga o pato?
Lembrei de uma entrega de bebida, faz tempo já.
Cheguei pra entregar e quem veio buscar foi uma criança, semi-nua. Claro que não entreguei.
Lá de dentro, dava pra ouvir a mãe, aparentemente bêbada, dizendo: “Vai, pega logo!”
Recusei. “Não posso entregar pra menor.” E fiquei chamando a mãe.
Demorou, mas ela apareceu… engatinhando. Não conseguia nem ficar de pé.
A casa era um caos. Garrafas espalhadas pra todo lado. Uma cena absurda.
Hoje em dia até aparece um aviso no sistema: “verifique se o cliente está sóbrio”. Mas de que adianta?
Como o entregador vai ter certeza? E se o cliente insiste e depois reclama?
📌 Conclusão – O Sistema Joga Contra a Gente
O entregador é a parte mais vulnerável dessa história.
O cliente pode reclamar de qualquer coisa, e o sistema costuma acreditar nele.
Se for um cliente alterado, pior ainda. Pode inventar qualquer coisa e pronto: quem leva a culpa é o entregador.
O suporte raramente ajuda. A responsabilidade acaba sempre no colo de quem tá na rua.
E o que sobra disso tudo?
Que o sistema nem sempre protege quem realmente faz o serviço.
Clientes problemáticos continuam sendo atendidos.
E no fim do dia, o entregador tem que ter jogo de cintura… porque ninguém vai segurar a bronca por ele.
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